
Bruce Springsteen
Já passa de meia-noite de sábado para domingo, Bruce Springsteen está no palco há mais de três horas e não dá impressão de que vai parar tão cedo. Ele é o headliner da principal noite do festival, acaba de lançar o bom “Working on a Dream”, e o evento abriu uma janela de quatro horas só para que todas as atenções se dirijam ao palco maior, com capacidade para 100 mil pessoas.
Bruce não ganhou todo esse moral de graça. Tem quatro décadas de bons serviços ao rock nas costas, e é uma instituição norte-americana, como a bermuda star spangled banner de Apollo, o Doutrinador, e a Coca-Cola de refil infinito.
Mais.
É artista ponta-de-lança na carismática era Obama. No final da campanha presidencial, fez uma série de shows para o negro que se tornou o homem mais poderoso do planeta. E este considera Bruce um amigo e o chama pelo apelido, “Boss”.
O chefe entra no palco trajando colete preto, uma camiseta apertada por baixo, que ressalta a boa forma, solta um “hello Bonnaroo” e ataca de “Badlands”.
Daí para frente, com quatro horas de atenção exclusiva e um repertório de 40 anos de rock ele deitou e rolou – cantou no meio do público, discursou durante a música que dá título ao trabalho mais recente, colocou os músicos para cantarem, tocou clássicas, como “Thunder Road”, e novas como “Outlaw Pete” e “Lucky Day” mantendo a empolgação do público nas alturas.
Bruce não está sozinho na maratona sonora – a E Street Band, que o acompanha, é um time de futebol, onze músicos com funções bem definidas.
Depois de três horas e meia o show chega ao final. Afinal, é preciso dar chance para Nine Inch Nails e Be Harper fecharem a noite em outros palcos. (Luiz Cesar Pimentel)
