Para o festival de Glastonbury, na Inglaterra, no final deste mês, talvez não dê tempo. Mas para outros quatro excelentes – Roskilde, na Dinamarca, Eurockéenes, na França, Benicassim, na Espanha, e Reading/Leeds, na Inglaterra – ainda dá. E é uma viagem que costuma ser mais acessível do que você imagina.

Ingressos para os eventos são conseguidos pela própria internet. E a viagem você organiza inteirinha pelo Brasil também, mesmo que vá acampar em algum.

A conta, no final, não é tão alta – neste Bonnaroo, por seis dias de viagem, com passagens, hotel e um carro alugado, gastei cerca de U$ 1.000. Para ter a oportunidade de assistir 106 shows, muitos deles que nunca passarão pelo Brasil. Se levar em conta que por vezes um ingresso no Brasil beira os R$ 300, passando a régua, somando o turismo e a experiência além da diversão, o negócio vale.

Confira cinco dicas para se dar bem em um festival no exterior:

1. Arrume um amigo para ir junto – Muitas das contas encarecedoras de uma viagem, como hotel e transporte, você passará a dividir pela metade. Além de ser sempre bom ter alguém ao lado para assistência e para dividir as histórias depois.

2. Escolha bem o festival – Por óbvia que pareça a recomendação, não adianta escolher apenas pela escalação das bandas. Tente conciliar o evento a um país que você quer conhecer. Reading, por exemplo, ou Glastonbury são deliciosos, pois Londres fica agitada nos dias que os antecedem, já que muitas bandas vão antes e se apresentam na cidade. Muitas vezes de graça – já peguei shows na faixa de Hot Chip, Black Rebel Motorcycle Club, gravação de DVD do Queens of the Stone Age, nesse esquema.

3. Não siga a loucura dos outros – A imensa maioria das pessoas está no próprio país, com amigos e telefone e acesso emergenciais bem mais fáceis que o seu. Além disso, na maioria dos festivais é um dos poucos meses do ano que faz calor por ali – e todo mundo tende a liberar os bichos aprisionados nos meses frios. Tenha isso em consciência e não chute o balde, pois você estará no mínimo a um oceano de distância de casa.

4. Arrume um agente de viagens – Por mais que você fuce e tente enxugar ao máximo a viagem, há oportunidades que só um agente consegue. Esta viagem para os Estados Unidos, para a cobertura do Bonnaroo, por exemplo, ficou em cerca de U$ 1.000 (sem contar alimentação e ingressos) por pessoa graças à Luiza, da CI. Eu já fui a outros e este é, de longe, o mais em conta.

5. Não tenha vergonha do nível do seu inglês – Por mais que a pessoa saiba, na maioria das vezes rola um bloqueio, uma timidez, na hora de conversar. O negócio é soltar a língua, da maneira que for. É surpreendente o quanto as pessoas te entendem com o mínimo de boa vontade, mesmo que você não seja um nativo. E quantas oportunidades você não deixa passar.